Entenda o esquema que levou Eike Batista novamente à prisão

Empresário obtinha informações privilegiadas e usava um banco paralelo para ocultar os investimentos, feitos através de uma conta fantasma.





Preso novamente na quinta-feira (8) na Operação Segredo de Midas, o empresário Eike Batista usava um esquema de contas fantasmas para ocultar investimentos que não seriam permitidos pelas regras do sistema financeiro. Parte desses ganhos ilegais foram revertidos em propina para o então governador do Rio Sérgio Cabral (MDB).


Segundo as investigações, Eike e seu sócio, Luiz Arthur Andrade Correia, o Zartha, diretor de investimentos da EBX, usavam informações privilegiadas para investir no mercado financeiro sem que seus nomes aparecessem.


Os investimentos eram feitos por meio da empresa “The Adviser Investiments", a TAI, que funcionava como um banco paralelo, administrando contas fantasmas: comprando e vendendo ações sem revelar os investidores.


O lucro era transferido para contas em Bahamas, que , muitas vezes, pertenciam aos verdadeiros clientes.


Entenda como era o esquema em 8 passos:


Clientes transferem valores das suas contas para um banco paralelo
O banco paralelo utilizado era a The Adviser Investments (TAI)
Eike Batista era um dos clientes da TAI, que cria e administra contas fantasmas
Contas fantasmas são usadas para operar no mercado de capitais
Os verdadeiros donos das contas fantasmas ficam "escondidos"
Operações de compra e venda de ações proibidas pelo sistema financeiro são burladas
Eike compra e vende ações de empresas que não poderia por ter informação privilegiada
Operações da TAI são liquidadas ou creditadas em conta nas Bahamas


Em outras palavras, o MPF resumiu assim o esquema:


"O mecanismo ilegal consistia na criação de uma máscara aos olhos do mercado, um filtro que fazia com que o mercado enxergasse a empresa The Adviser Investments atuando em nome próprio, quando na verdade atuava como banco paralelo para os clientes donos de contas fantasmas", afirmam os procuradores.





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