Ato foi realizado na tarde desta quinta-feira (25), entre a Praça Piedade e o Pelourinho.
O Dia Mundial da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha, celebrado nesta quinta-feira (25), foi marcado por uma marcha no Centro de Salvador. O ato faz parte do Julho das Pretas, campanha de cultura, identidade e empoderamento das mulheres.
A caminhada começou por volta das 15h, na Praça da Piedade, e seguiu até o Pelourinho, onde chegou por volta das 16h30. O ato deixou o trânsito lento na região.
A professora Lilian Santos, que trabalha em uma escola do bairro da Mata Escura, levou 15 alunas para participar da caminhada. “Somos todos afrodescendentes. Trouxe minhas estudantes aqui por achar importante que elas tenham consciência de quem elas são, suas origens”, disse.
Para Benilda Brito, uma das organizadoras do Julho das Pretas, o ato é importante, também, para dar visibilidade ao impacto causado pela violência contra as mulheres negras.
“Na rua de novo as mulheres negras para dar visibilidade ao impacto da violência, o racismo, o sexismo, provocam em cima da gente. Sempre nós estamos na rua botando a nossa cara preta, o nosso corpo negro para denunciar. Nesse dia tão importante da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha nós queremos dizer que o racismo não tem limite geográfico. Ele abate a todas nós e estaremos unidas, sempre, de uma foram coletiva, denunciando toda forma de violência”, disse.
A mulher trans Lohannes Britto, 18 anos, também participou da caminhada. “Esse dia 25 é nosso dia de mulheres negras, transexuais, lésbicas, transgêneras. Tem que parar com esse preconceito de cores, porque todo mundo é gente, todo mundo é igual”.




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